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Perguntas & Respostas

Dúvidas frequentes em uropediatria

As perguntas que os pais mais fazem — respondidas com clareza e baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis.

Sobre a especialidade
O uropediatra é um especialista em problemas urológicos de crianças e adolescentes. A uropediatria exige treinamento adicional em condições específicas da infância — como desenvolvimento do trato urinário, malformações congênitas, anomalias genitais que acometem o feto, a criança e o adolescente. O urologista pediátrico entende as particularidades anatômicas e fisiológicas de cada faixa etária pediátrica.
Desde a gestação e nascimento. Muitas condições são detectadas ainda no útero (hidronefrose antenatal) ou no berçário (criptorquidia, hipospádia). Não há idade mínima. A Dra. Marcela atende desde gestantes (situações que ocorrem no feto, para orientações) e recém-nascidos até adolescentes.
Fimose, hipospádia e pênis
Sim. A fimose é fisiológica (normal) em recém-nascidos e bebês — quase 100% dos meninos nascem com o prepúcio fechado. O anel do prepúcio vai se abrindo naturalmente ao longo dos anos, sem necessidade de forçar ou tratar. Avaliação com uropediatra é indicada quando há inflamações ou infecções repetidas, dificuldade para urinar, ou se o prepúcio permanecer fechado após os 3 anos. Saiba mais →
Nunca. Forçar o prepúcio causa micro-lesões que podem levar à fimose cicatricial, que é mais difícil de tratar e quase sempre exige cirurgia. Deixe a abertura acontecer naturalmente ou siga a orientação do uropediatra.
Fimose é o prepúcio estreito que não abre. Parafimose é uma urgência médica: ocorre quando o prepúcio consegue ser retraído mas fica preso atrás da glande, causando edema e comprometimento da circulação. Se o prepúcio ficar preso nessa posição com inchaço e dor, procure pronto-socorro imediatamente.
Sim, na grande maioria dos casos. A hipospádia não se resolve sozinha. A cirurgia é indicada preferencialmente entre 6 e 18 meses de idade. IMPORTANTE: não fazer circuncisão antes de consultar o uropediatra — o prepúcio é necessário na reconstrução cirúrgica. Saiba mais sobre hipospádia →
Pênis embutido é quando o pênis tem tamanho normal mas fica oculto sob a gordura suprapúbica ou pele escrotal. Ao comprimir suavemente essa gordura ou realizar manobras na pele, o pênis aparece com tamanho adequado para a idade. Micropênis é um diagnóstico hormonal/genético diferente, onde o órgão é genuinamente pequeno. A distinção é feita pelo exame físico e é fundamental antes de qualquer decisão. Saiba mais →
Testículos e escroto
Se até os 6 meses o testículo ainda não desceu, a cirurgia (orquidopexia) deve ser indicada e, idealmente, realizada entre 6 e 18 meses. Operar cedo é crucial para preservar a fertilidade futura e reduzir o risco de câncer testicular. Saiba mais →
Na maioria dos casos, sim. A hidrocele simples de bebês resolve espontaneamente em 80% dos casos até os 12-18 meses. A cirurgia é indicada quando a hidrocele persiste após os 2 anos, é comunicante (varia de tamanho ao longo do dia), ou está associada a hérnia inguinal. Saiba mais →
A torção testicular é uma emergência cirúrgica: o testículo gira sobre seu próprio eixo, cortando o suprimento de sangue. Sintomas: dor escrotal aguda e intensa de início súbito, náuseas e vômitos. Se ocorrer, procure pronto-socorro imediatamente — o testículo pode ser perdido em poucas horas se não operado. Não é condição tratada em consulta eletiva.
Rins e trato urinário superior
Hidronefrose antenatal é a dilatação do sistema coletor do rim detectada no ultrassom do pré-natal — a anomalia congênita mais comum (presente em 1-2% das gestações). A conduta depende do grau: graus leves (SFU 1-2) frequentemente resolvem sozinhos; graus moderados e graves (SFU 3-4) requerem avaliação e acompanhamento com uropediatra desde o nascimento. A consulta pode ser agendada ainda durante a gestação para planejamento. Saiba mais →
Refluxo vesicoureteral (RVU) é o retorno da urina da bexiga para o ureter e rim. Preocupa porque permite que bactérias da bexiga subam até o rim, causando infecções renais e cicatrizes permanentes. É encontrado em 30-40% das crianças investigadas após infecção urinária com febre. O tratamento depende do grau (I a V): pode ser clínico, endoscópico ou cirúrgico. Saiba mais →
Bexiga, micção e enurese
O controle miccional pode ocorrer até os 5 anos de idade. Considera-se enurese noturna quando o "xixi na cama" persiste após os 5 anos de idade. Saiba mais →
Perda de urina diurna em criança com controle prévio é chamada de incontinência urinária e pode representar sinal de disfunção miccional. Essa situação requer avaliação detalhada e tem tratamento. Saiba mais →
Sim — é uma das relações mais importantes e subestimadas na uropediatria. O reto cheio de fezes ocupa espaço dentro da pelve, comprimindo a bexiga. Resolver a constipação pode, sozinho, eliminar infecções urinárias de repetição e sinais e sintomas de disfunção miccional.
Cirurgia urológica pediátrica
Sim, quando realizada por anestesista experiente em anestesiologia pediátrica e em ambiente hospitalar adequado. A anestesia pediátrica moderna tem índice de complicações graves muito baixo.

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